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O torcedor do Cruzeiro acordou nesta segunda-feira, mas o pesadelo do último domingo será difícil de esquecer. Após a derrota para o Palmeiras, o time mineiro foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história.

Há uma série de motivos que levaram à inédita queda para a Segunda Divisão. Os fatores que influenciaram no rebaixamento vão desde o mau desempenho dentro de campo até a turbulência nos bastidores.

Caos financeiro

Os resultados do Cruzeiro em campo passam diretamente pelos problemas fora dele. A crise política e financeira teve influência direta no ambiente e dia a dia da equipe. Ao longo do ano, o elenco conviveu com salários atrasados e uma gestão bastante confusa.

Nos últimos anos, inclusive, o clube acumulou dívidas e déficits no orçamento.

Caso de polícia

Os problemas do Cruzeiro vão além de uma má gestão. Em maio deste ano, quando o rebaixamento ainda era um pesadelo distante, a diretoria do clube passou a ser investigada por indícios de pagamentos suspeitos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Além disso, houve denúncia de irregularidades envolvendo jogadores das categorias de base.

Thiago Neves: pouco futebol, muito poder

Nenhum jogador esteve no centro de tantas polêmicas ao longo da campanha do Cruzeiro quanto Thiago Neves. Um dos principais nomes da equipe, o meia ficou devendo dentro de campo e falhou em momentos cruciais - como no pênalti perdido na derrota contra o CSA, já na 35ª rodada do Brasileirão.

Mas o problema não foi apenas dentro de campo. Thiago Neves foi pivô de uma série de polêmicas que marcaram o ano do clube.